A banda de Rock Uns e Outros foi criada em 1983, tendo como formação original Marcelo Hayena nos vocais, Nilo Nunes na guitarra, Cal no baixo e Jonathas Nunes (irmão de Nilo) na bateria. Após uma boa participação em um festival ocorrido em 1986, lançaram pela Polygram o disco Nós Normais, que obteve boa repercussão com a música Dois Gumes.
O casamento com a Polygram durou apenas até o ano seguinte, quando banda e gravadora decidiram rescindir contrato. Em 1988, assinam com a Sony e lançam Uns e Outros, segundo disco da carreira, que traz o maior sucesso da banda: Carta aos Missionários.
(a versão original não tem boa qualidade de imagem. Existem outras versões aqui, aqui e aqui Foram eleitos Banda-Revelação pela Revista Bizz em 1990, mesmo ano de lançamento do terceiro disco, A Terceira Onda, que não obteve a repercussão desejada. Após divergências, resolveram romper o contrato com a Sony, em 1992.
A banda passou por uma série de mudanças, tanto em relação a integrantes quanto à sonoridade. Não lançaram qualquer outro disco até 2002, quando surgiu Tão Longe do Fim. Em 2006, saiu o mais recente trabalho do Uns e Outros: Um Dia de Cada Vez.
Curiosidades:
- A música Carta aos Missionários fez grande sucesso também, principalmente, na voz de Bruno Gouveia, do Biquini Cavadão(veja clipe)
- Em 1998, o mesmo Bruno Gouveia levou um CD Demo gravado pelo Uns e Outros para rádio 98 FM, de Belo Horizonte, com a música "Pra Nunca Mais Partir" (versão de "Love Vigilants" do New Order). Como a música atingiu o primeiro lugar entre as mais tocadas, surgiu o convite para Marcelo Hayena participar do Festival Pop Rock, na capital mineira, como convidado no show do Biquini, cantando esta música. Após 80.000 pessoas cantarem junto com os vocalistas, algumas gravadoras passaram a acompanhar mais de perto o trabalho da Uns e Outros, mas nada de concreto foi fechado.
Mais uma terça-feira se inicia, mais um Banalizando Nostalgia invade o blog com as velharias os clássicos de nossa música nacional!
SEMPRE LIVRE
A banda Sempre Livre foi formada na cidade do Rio de Janeiro, em 1984. Contando só com mulheres, fazia com competência o estilo Pop/New Wave que marcou a década de 80, com músicas dançantes e refrões de fácil assimilação. O nome do grupo fazia referência à famosa marca de absorventes.
No mesmo ano, lançaram o disco Sempre Livre, produzido por Rubin -- o mesmo do grupo As Frenéticas, breve aqui --, que estourou nas rádios com um dos hinos dos oitentistas mais nostálgicos: Eu sou Free.
No ano de 1986 saiu o disco Aviões de Combate, que também teve boa aceitação e um hit, Esse Seu Jeito Sexy de Ser (clipe), mas não repetiu a dose do anterior. Entre a criação deste disco e o momento seguinte a ele, o grupo já havia passado por várias mudanças na sua formação: 2 trocas de vocalistas, 2 trocas de guitarristas e 2 trocas de tecladistas.
Após muitas substituições e alguns insucessos, o grupo se desfez em 1986. Em 1991, oSempre Livre lançou Vícios da Cidade, após cinco anos parado. Da formação original (a última), apenas a baterista ainda fazia parte.
Dulce Quental foi a primeira vocalista do Sempre Livre
Curiosidades:
- O maior hit do Sempre Livre, Eu Sou Free, foi uma parceria de Rubin, o produtor anteriormente citado, e Patrycia Travassos, famosa atriz brasileira, que também escreveu canções para a Blitz e foi roteirista da TV Pirata. Atualmente está na Record, interpretando Irma Mayer na novela Caminhos do Coração.
- A primeira vocalista do Sempre Livre, Dulce Quental, lançou 3 discos entre 1985 e 1988, todos sem grande expressão. Após 16 anos sem gravar, lançou em 2004 o disco Beleza Roubada, bastante elogiado pela crítica especializada. Talvez por isso (ou também por isso), participou do especial Anos 80 - Multishow, que fez grande sucesso, cantando a música Fui Eu(clipe). - Clique aqui para acessar o blog de Dulce Quental.
A banda Brylho foi fundada em 1982, na cidade do Rio de Janeiro, e mesclava elementos do Rock, Soul e Reggae. Possuia em sua formação nomes hoje conhecidos do grande público, como Claudio Zoli (vocal, violão, guitarra) e Arnaldo Brandão (voz e baixo).
Em 1983, após fecharem contrato com a WEA, sai do forno o primeiro CD da banda, Brylho. O disco alcança grande sucesso graças a uma das mais famosas músicas brasileiras: Noite do Prazer (clipe recomendado para maiores de 16 anos).
Clipe na versão solo de Claudio Zoli
A banda acabou dois anos depois e os ex-membros passaram a tocar projetos paralelos. Destaque para Hanói-Hanói, de Brandão, que em breve estará também aqui no Blog e a carreira-solo de Zoli, que perdura até hoje.
Curiosidades:
- Arnaldo Brandão é co-autor de músicas consagradas, como "O Tempo não Pára", de Cazuza, "Rádio Blá", do Lobão, "Trem das Sete", de Raul Seixas, dentre outras.
- Após ter lançado três CDs solo e integrado a banda Tigres de Bengala, Claudio Zoli abandonou a carreira de músico por 8 anos, retornando apenas em 1999. O nome do álbum lançado sugere o motivo do ócio musical: Férias.
- Zoli também foi autor de músicas consagradas nas vozes de outros artistas. São dele, por exemplo, as músicas À Francesa, gravada por Marina Lima, e Felicidade Urgente, de Elba Ramalho.
Após um breve período de hibernação descanso, o Banalizando volta à ativa!
Já que ontem foi feriado e eu NÃO TRABALHO EM FERIADOS!, teremos dois posts do Banalizando Nostalgia, um internacional e outro nacional. Primeiro o Internacional:
NENA
A banda alemã, comandada pela cantora e atriz Gabriele Susanne Kerner, lançou seu primeiro single, "Nur geträumt" ( "Apenas sonhou"), em 1982. Rapidamente conquistaram sucesso na Alemanha passaram a ser convidados para diversos programas de rádio e TV do país. O nome da banda vem do apelido da vocalista, em alusão à palavra espanhola "niña", que lhe foi dado em uma viagem de sua família à Espanha, quando ela tinha apenas 3 anos.
A banda é considerada uma das precursoras do New Wave alemão e em 1983, após o lançamento do CD Nena, alcançou sucesso em todo o mundo com o Hit Internacional99 Luftallons, com uma versão em inglês (99 Redballons) que se tornou número um no Reino Unido e Estados Unidos:
A banda continuou fazendo relativo sucesso na Europa nos anos seguintes, mas não conseguiu repetir o estrondo do Hit de 1983. A Nena acabou em 1987 e, a partir daí, Gabrielle seguiu em carreira-solo, atuando e cantando. Participou de mais de uma dezena de filmes e continua fazendo shows em diversos lugares do mundo.
Em 2002, lançou o CD Nena feat. Nena, com uma regravação de seu maior sucesso, 99 Luftballons, que completava 20 anos de lançamento. A nova versão é completamente diferente da primeira, e em nada lembra o New Wave oitentista. É mais fácil ser confundida com Avril Lavigne ou algo do tipo. Veja o clipe da nova versão.